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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Imagem X Desconstrução (Gabriela)






                          

     A ideia inicial desta foto era demonstrar a influência feminina na Geologia, tanto no curso em si, que hoje em dia possui turmas com um número muito maior de mulheres (muitas vezes superando o número de homens), quanto na utilização dos produtos dos estudos geológicos. Os cosméticos, os acessórios, as roupas e os sapatos, tudo que faz parte do dia-a-dia da mulher tem alguma ligação com a Geologia, seja na composição do batom, seja no plástico do absorvente, seja na gema que adorna seu pescoço. A maioria das mulheres é vaidosa e mantém essa vaidade graças à geologia, que elas mesmas estão ajudando a construir e evoluir enquanto ciência.
     No entanto, ao fazer a desconstrução da imagem, optei por torná-la semelhante a uma rocha dobrada. Por quê? Porque a pressão sobre a mulher ainda é muito grande, mesmo com as constantes tentativas de igualarmos nossos direitos aos dos homens. E a mulher tem tido um comportamento dúctil em meio a tudo isso. Nós nos adequamos às pressões, ainda que não percebamos. Dizem que Geologia não é curso para mulheres, e nós o adaptamos para nós, além de nos adaptarmos também. Nos tornamos fisicamente mais resistentes, subimos morros, quebramos amostras, carregamos peso, não importa se estamos naqueles dias. Descemos do salto alto, criamos botas geológicas femininas e conseguimos manter a pose até no campo. Aos poucos, alcançamos nosso espaço e estamos transformando uma ciência de homens numa ciência para todos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

A Fotografia Chega ao Brasil (Gabriela)


  • Segundo pesquisas realizadas pelo fotógrafo Boris Kossoy, o francês Hércules  Florence (1804-1879), que morava no Brasil, já vinha fazendo, desde 1833, alguns avanços na técnica de registrar imagens, com o objetivo de imprimir rótulos de produtos farmacêuticos e diplomas maçônicos. Entretanto, oficialmente, considera-se o ano de 1939 e os trabalhos de Daguerre (1789-1851) como ponto de partida para a fotografia.
  • Sebastião Ribeiro Salgado (1944) é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. É um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na Europa e no continente americano.
  • Sebastião Salgado propõe-se, principalmente, a repensar a forma como o ser humano coexiste e sobrevive em um mundo capitalista, individualista e globalizado. São fotografias que exploram situações cotidianas e as "falas do corpo" dos personagens selecionados, evidenciando os efeitos as diversas modalidades de relações de poder. Ao fotografar, sobretudo, os sujeitos que sofrem efeitos da dominação de outros, ele se preocupa em denunciar, por oposição ou contraste, os que monopolizam e egoisticamente acumulam bens materiais e imateriais.
  • Vicente José de Oliveira Muniz (1961) é fotógrafo, desenhista, pintor e gravador. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com frequência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo, poeira e diamantes, onde passa a empregar elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. O artista também se preocupa em provocar a ilusão visual, propiciada pela manipulação de materiais inusitados no ato de fotografar.
  • Se, para Sebastião Salgado, basta o flagrante da câmera diante do ser humano explorado e um propósito político específico, para Vik Muniz é preciso lidar com o propósito, não necessariamente de denúncia política, a um processo de execução e visualização ilusionista do ato fotográfico.

O Barroco Brasileiro (Gabriela)


  • O estilo barroco chega ao Brasil pelas mãos dos colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento pleno se dá no século XVIII, 100 anos após o surgimento do Barroco na Europa, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX. O Barroco brasileiro é claramente associado à religião católica.
  • Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portadas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. É o caso das construções barrocas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Já as regiões em que não existia nem açúcar nem ouro, a arquitetura teve outra feição. Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos de que os que viviam em regiões mais ricas da época.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Relatório de visita ao MAM (Gabriela)

     No dia 5 de julho de 2013, sob orientação da docente Diana Valverde, responsável pela disciplina de Artes Visuais, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Campus de Salvador, a turma 10831, 3º ano do curso técnico em Geologia integrado ao ensino médio, realizou uma visita ao Museu de Arte Moderna, atualmente localizado no Solar do Unhão. No museu, visitamos duas exposições: "Esquizópolis" e "TUPY todos os dias". A primeira tem como ideia principal retratar a esquizofrenia do espaço geográfico, focando no espaço urbano, especialmente em seu crescimento desordenado, desenfreado e tangente a qualquer indício de planejamento prévio. As cidades vão crescendo e seus habitantes vão acompanhando suas transformações, sendo causa e consequência das mesmas. Já a exposição Tupy busca retratar os ideais de Juarez Paraíso. O presente relatório tem como objetivo descrever e dissertar sobre uma das obras observadas.
     A obra escolhida foi "Frente e verso", parte da exposição "Esquizópolis", do artista plástico Alex Torres, ganhadora do Prêmio Salões de Artes Visuais da Bahia, em Juazeiro, no ano de 2012. Consiste na exposição dos documentos originais do artista (carteira de identidade, cartões de crédito, CPF, diploma, título de eleitor, etc) e, a princípio, causa espanto ao observador. Afinal, o que o artista quis dizer ao exibir todos os seus documentos desta forma? (Será que não há perigo de ele ser roubado?) O que os documentos de alguém têm a ver com a arte?
    Em realidade, ao pararmos para refletir a respeito, todos os documentos são constituídos de números e diversos tipos de códigos, que dão a nossa identificação para o governo, a universidade, o banco ou qualquer outro órgão onde estejamos cadastrados. Não somos pessoas, somos números. O número do RG, do CPF, do cartão de crédito, da matrícula, etc., é a nossa verdadeira identidade. Isso causa um incômodo porque, ao pensar a respeito, nos sentimos menos humanos e mais objetos. Mas é isso que somos, afinal. Objetos-fontes de lucro, de impostos, de problemas, de soluções. Somos marionetes, iludidos em nossa falsa ideia de liberdade. (É possível relacionar esta obra, com sua expressão de ilusão e manipulação, a uma música dos Titãs, intitulada "Mundo Cão", do disco "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana".)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Barroco, Impressionismo, Pós-Impressionismo e Expressionismo (Gabriela)


  • Podemos começar a entender agora o porquê do mesmo tema ser tratado de modos diferentes, mesmo quando contrastam não se excluem. Isso ocorre também na vida. O mundo se diferencia. Mesmo na serenidade de Da Vinci há momentos de tensão e conflitos, ao mesmo tempo em que tudo parece calmo. Estamos diante de duas visões diferentes, elas também correspondem a duas questões que começam a se distanciar em seus valores e expectativas. O Renascimento foi uma época eufórica, otimista, uma das poucas da história da arte, ao passo que o Barroco ao iniciar-se já se torna mais sombrio, pessimista, acentuando os conflitos e a insegurança da condição humana e preferências por temas opostos: espírito e matéria, perdão e pecado, bem e mal, céu e inferno.
  • Em geral, compreende-se como barroca a arte desenvolvida nos anos finais do século XVI, até a primeira metade do século XVII, com a arte religiosa da Contrarreforma. Uma delas foi favorecer o surgimento dos Estados nacionais e dos governos absolutistas, pois propunha que cada  país se libertasse da submissão ao papa.  No entanto, a Igreja Católica logo se organizou contra a Reforma Protestante. Na verdade, desde o início do século XV havia um movimento dentro da Igreja que pretendia eliminar os abusos nos mosteiros e fortalecer a vida espiritual.
  • Com o advento da Revolução Francesa, na virada do século XVIII (1789-1799), o estilo barroco fora subitamente interrompido pelo Neoclassicismo, Romantismo, Realismo, Impressionismo, Expressionismo, e outras tendências, tudo acontecendo no mesmo século XIX.
  • O impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Os artistas impressionistas descreveram um fenômeno da natureza: a luminosidade atmosférica. O movimento formou-se em Paris entre 1860 e 1870, apresentou-se pela primeira vez ao público em 1874. 
  • Diante da obra de Monet,  vemos que o tema real não é a paisagem, embora a estrutura dos objetos não se altere, são jogos feéricos de reflexos coloridos produzidos pela luminosidade nas várias horas do dia. São registros de momentos fugidios, momentos impressionistas, momentos instáveis, através da observação e transcrição dos efeitos de cor que o fenômeno natural produz de cada vez, sem generalizar e, por outro, sem introduzir maiores ênfases subjetivas, emocionais.
  • Pós-impressionismo: Longe de indicar um grupo coeso e articulado, o termo se dirige ao trabalho de pintores que, entre 1880 e 1890, exploram as possibilidades abertas pelo impressionismo.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Resumo: "Arte: os mundos da cultura no mundo da escola" (Gabriela)

     O ser humano, desde seus primórdios, buscou através da arte expressar seus sentimentos e pensamentos, se completar, se satisfazer. Seja através da pintura rupestre, das artes plásticas, da música ou da dança, é visível a preocupação humana em produzir arte, por mais que ela não seja necessariamente fundamental à sobrevivência.
     Mas a arte é intrínseca ao homem. Não se trata de sobreviver, e sim de alcançar uma plenitude, através da imaginação produzir algo que o complete ou o faça ser mais do que ele realmente é.
     A comunicação não se dá apenas por meio da palavra, seja ela escrita ou falada. Em realidade, sabe-se que é possível obter uma comunicação e disseminar conhecimentos através das músicas, teatro, poesia, pintura, dança, cinema, etc. Por exemplo, uma pessoa pode obter conhecimentos sobre um país cuja língua ela desconheça, através da simples observação da arte daquele local.
     Muitas vezes, não compreendemos certas obras de arte. Mas boa parte delas tem justamente essa finalidade: fazer o observador buscar os conhecimentos relacionados a ela, se alfabetizar nas linguagens da arte..
     Desta forma, é possível compreender o funcionamento de outras culturas e até de nós mesmos, provocando uma maior interação entre povos diferentes, ultrapassando fronteiras.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Exercícios Do Olhar (Gabriela Costa)

1 - Na obra de Da Vinci, as figuras causam no observador uma sensação de paz, pois realizam poucos movimentos, apesar de uma ligeira inquietação causada pelo contexto retratado (quando Jesus supostamente afirma que um de seus companheiros o trairá). A mesa é horizontalizada, a luz entra no ambiente pela parte de trás, focalizando no centro da obra, onde Jesus está sentado, aparentando tranquilidade. Já na obra de Tintoretto há uma movimentação intensa e há outras pessoas em cena, além de Jesus e dos apóstolos. É possível notar a presença de um cachorro na parte inferior e de anjos na parte superior. Jesus já não está em foco na imagem, apesar de sua reluzente auréola. Pode-se perceber então que, aqui, o foco é outro: os contrastes entre a cena retratada originalmente e os "intrusos". A iluminação, proveniente de uma espécie de luminária em chamas, busca ressaltar a cena principal da obra. Enquanto Da Vinci foi o artista mais expressivo do Renascimento, Tintoretto vivenciou as mudanças culturais provenientes da Reforma Protestante e da Contrarreforma, adquirindo também alguns aspectos formais que caracterizam o estilo barroco.

2 - Michelangelo, em sua concepção renascentista, retratou Davi em mármore branco, definindo um corpo de formas perfeitas e idealizadas, características da remissão à arte greco-romana. Davi está nu, justamente para ressaltar seu corpo bem definido, e sua expressão facial demonstra concentração, absorção em pensamentos. Apresenta-se como um desafio para quem o contempla; Já Verrocchio retrata Davi em bronze, como um adolescente esguio, ágil e elegante, em sua túnica, espada em punho e a cabeça de Golias aos seus pés. Sua expressão é de vitória e aparente superioridade com relação ao seu inimigo.

Dadaísmo e Renascimento (Gabriela Costa)

Quem tem medo de arte contemporânea?

1. Conceito e contexto histórico
A arte contemporânea, movimento nascido durante as primeiras décadas do século XX (período marcado por profundas conturbações políticas, como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, surgimento do fascismo na Itália e na Alemanha, além do crescimento do uso de tecnologias como a computação e os satélites, que proporcionaram uma maior conexão entre pontos mais remotos do globo), tem como objetivo tornar-se mais próxima às coisas corriqueiras do mundo, à natureza, à vida nas cidades e também à tecnologia. Utiliza não mais apenas tinta, metal e rochas, mas também tudo o que é efêmero e comum: ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e outros materiais.

2. A arte no final da década de 1950
A Pop Art e o Minimalismo surgiram no final dos anos 50, por herança do Dadaísmo, buscando ressaltar o corriqueiro e o acaso. A Pop Art foi reconhecida como movimento nos EUA no começo da década de 60. Seus principais artistas foram Roy Lichestein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman e James Rosenquist, os quais retratavam temas proveniente da banalidade das cidades estadunidenses, estabelecendo uma comunicação direta com o público por meio de signos e símbolos retirados da cultura de massa e do cotidiano (histórias em quadrinhos, publicidade, imagens televisivas e cinematográficas) e, desta forma, unindo arte e vida. O Minimalismo buscava neutralidade, despojamento e simplicidade, manejados com o auxílio de materiais industriais, trabalhando no terreno ambíguo entre pintura e escultura, dando ênfase à concepção do trabalho. Os principais artistas minimalistas foram Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris.

3. Leitura e interpretação - Exercícios do olhar - Regina da Silveira
Regina da Silveira nasceu no Brasil em 1939 e foi uma importante artista multimídia e pioneira da videoarte no país. Estudando a perspectiva do século XVI, de Leonardo da Vinci e Brunelleschi, interessou-se pela percepção e pela ilusão e, a partir daí, constrói suas instalações, com espaços virtuais, criando novos espaços com coordenadas próprias. In Absentia é uma de suas obras mais geniais, porque cria a sensação de ausência e, ao mesmo tempo, de presença de uma outra obra, A Roda de Bicicleta, de Marcel Duchamp. Desta forma, trata-se da ausência da ausência desta obra, o que a princípio soa paradoxal, mas ao se ter contato visual com a obra de Silveira é possível compreender a expressão.

4. Renascimento
O Renascimento foi um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, que estiveram, ainda que discretamente, presentes na Idade Média, porém eram desvalorizados. Houve a revalorização do pensamento e da arte da antiguidade clássica e formação de uma cultura humanista, antropocêntrica: o homem como medida de todas as coisas. Tem como pontos mais importantes os princípios da perspectiva, a racionalidade, a simetria, a proporcionalidade e a tridimensionalidade das figuras, sustentando ideais de perfeição, harmonia e equilíbrio. Suas obras mais conhecidas são a Mona Lisa e A Última Ceia, ambas de Leonardo da Vinci, e A Criação de Adão, de Michelangelo.

5. Dadaísmo
Com um nome casual (Dadá), escolhido ao acaso no dicionário, foi um movimento lançado em 1916, em Zurique, onde artistas e intelectuais se exilaram com o objetivo de protestar contra a I Guerra Mundial. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e do bom gosto ocidental. Desta forma, introduziram sua arte através de montagens de fotografias, colagens aparentemente feitas ao acaso, restos de objetos e materiais, cartas rasgadas, cacos e detritos, entre outras sucatas. O artista que mais se destacou no movimento foi Marcel Duchamp, autor de Roda de Bicicleta, tomando posse de objetos e trazendo novos significados a eles, fazendo o observador refletir sobre o que vê. Desde Leonardo da Vinci, Duchamp foi o artista que mais radicalmente redefiniu o fazer artístico.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Matéria-prima. (Gabriela)


Interessante é observar tudo o que a Terra, em seus 4,54 bilhões de anos, foi capaz de produzir. Através de fenômenos como o tectonismo, o vulcanismo e o intemperismo, forma materiais que há tempos fugiam à compreensão humana e levavam este primata tão curioso a imaginar milhares de explicações absurdas quanto à sua formação. Nesta obra, a planificação do Planeta Terra é reproduzida com a utilização do mineral lápis-lázuli para as áreas continentais e quartzo leitoso para as oceânicas. É o produto reproduzindo as formas de sua matéria-prima. São os filhos imitando a mãe.