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domingo, 7 de julho de 2013
Imagem desconstruída (Ivan Pedro)
Para aqueles que desejam aprofundar-se na geologia está se revelará como um verdadeiro caleidoscópio de informações, belezas, sensações e conhecimentos. Um mundo no qual é fácil se perder mas ao mesmo tempo será maravilhoso se souber se encontrar.
sábado, 29 de junho de 2013
Resumo "Arte: os mundos da cultura no mundo da escola" (Ivan Pedro)
O ser humano sempre foi um ser ao
qual o desejo de obtenção foi inerente. Obter sempre mais coisas: mais
dinheiro, mais diversão, mais objetos etc. É um ser que não se contenta com sua
existência, com sua vida e busca de diversas formas, uma destas a arte,
completa-la. Assim este busca na arte, seja através de livros, música, teatro
ou cinema, elementos que lhe auxiliem, que lhe deem prazer, alegria ou um
simples conforto perante uma situação difícil. Busca realizar aquilo que sua
realidade não lhe permita, seja por um personagem ou por uma letra de uma
canção.
Outra
utilidade para a qual o ser humano tem a arte é a de significado. Este sempre
teve a necessidade de dar sentido a algo, de explicar algo. Desde a
pré-história até os tempos atuais a humanidade buscou explicar de algum modo o inexplicável,
seja por pinturas em paredes ou pela associação de fenômenos e elementos a
figuras imaginarias através daquilo o qual se denomina como religião. E sempre
a essas associações esteve a arte ligada. Pinturas de seres e divindades, a
escrita de histórias sobre estes, diversas maneiras de assim poder melhor
entender tudo q nos cerca.
E assim a
arte se formou, a partir de um conjunto de necessidades, sempre se reformulando
e se adaptando a partir e de acordo com as necessidades da humanidade.
domingo, 16 de junho de 2013
A Fotografia chega no Brasil (Ivan Pedro)
- "Como o daguerreótipo consistia numa peça única e o processo para sua obtenção era caro, a burguesia viu nele a possibilidade de perpetuar sua imagem, como os nobres faziam ao contratar os pintores para fazer seus retratos. Mas nas décadas de 1850 e 1860, com o aprimoramento dos recursos técnicos, houve um barateamento dos custos de um retrato, o que tornou acessível a um grande número de pessoas e apressou a divulgação entre nós."
- "Militão Augusto de Azevedo tem como obra importante o Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, em que mostra mais de uma foto dos mesmos locais, tiradas dos mesmos ângulos, mas em ocasiões diferentes, apresentando assim as transformações urbanas que a cidade sofreu entre os anos de 1862 e 1887."
- "O olhar da menina, no momento em que está estudando, denuncia uma das grandes contradições do presente: numa época de superabundância de informações e de intensa globalização alguns sujeitos são obrigados a conviverem com escassez informacional."
- "Sebastião Salgado propõe-se, principalmente, a repensar a forma como o ser humano coexiste e sobrevive em um mundo capitalista, individualista e globalizado. São fotografias que exploram situações cotidianas e as "falas do corpo" dos personagens selecionados, evidenciando os efeitos das diversas modalidades de relações de poder. Ao fotografar, sobretudo, os sujeitos que sofrem efeitos da dominação de outros, ele se preocupa em denunciar, por oposição ou contraste, os que monopolizam e egoisticamente acumulam bens materiais e imateriais."
- "A escolha do material que desencadeia o processo de duplicidade representacional, não é casual. Remete a um ciclo da expansão econômica colonial no qual o grande latifundiário recorria ao trabalho escravo sem qualquer preocupação com a socialização da renda e das condições sociais. O açúcar alude, ainda, à docilidade infância negra, contrastada com o amargor da situação social que foram historicamente submetidas."
O Barroco Brasileiro (Ivan Pedro)
- "Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portadas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. [...] Já as regiões que não existia nem açúcar nem ouro, a arquitetura teve outra feição. Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos de que os que viviam em regiões mais ricas da época."
- "De Salvador saíam todas as riquezas da colônia de Portugal e para lá se dirigiam os comerciantes portugueses que traziam consigo os hábitos da metrópole e, com eles, os artistas e os produtos portugueses."
- "A igreja é especialmente preciosa pela sua exuberante decoração interna. Todas as superfícies do interior - paredes, colunas, teto, capelas - são revestidas de intricados entalhes e douraduras, com florões, frisos, arcos, volutas e inúmeras figuras de anjos e pássaros espalhadas em vários pontos, além de painéis em azulejos portugueses com cenas e inscrições diversas."
- "O convento foi construído em torno de um claustro quadrado, tem um sub-solo e dois pavimentos sobre o nível da rua. Sua decoração mostra ricos painéis de azulejo da primeira metade do século XVIII, [...]."
- "As figuras dos santos, anjos, atlantes e motivos florais esculpidos em pedra, juntamente com os balcões que revelam certa influência do barroco espanhol, fazem desta obra a única do gênero no Brasil. Esta fachada esteve coberta de argamassa por longo tempo e somente no início do século XX, durante serviços na rede elétrica, foi redescoberta a sua decoração subjacente."
Exercícios do olhar (Ivan Pedro)
1- Semelhanças: Tanto na obra de Tintoretto quanto na de Da Vinci há um destacamento da imagem de Jesus. Na obra de Tintoretto Este é representado com uma auréola em torno da cabeça, o que O diferencia das demais pessoas presentes na obra. Já na obra de Da Vinci Este é destacado a partir da centralidade Dele na foto e o modo como as linhas de perspectiva se unem Neste.
Diferenças: Enquanto na obra de Da Vinci o homem (no caso Jesus, que na época era enxergado apenas como homem e não como algo divino) é colocado como o centro de tudo; tudo converge a este. Já em Tintoretto Este é deslocado do centro. O enfoque não é mais o homem mas sim as dualidades (céu e inferno, sombra e luz etc.).
2- As obras de Michelangelo e Verrocchio, apesar de representarem o mesmo personagem, possuem diferenças marcantes. Michelangelo representa Davi antes do combate com o gigante Golias e, influenciado pelo movimento renascentista da época, esculpe este com forma física descomunal, a imagem de força do homem, que era o que se buscava retratar na época. Já Verrocchio demonstra um Davi após o combate com Golias (notável pelo fato da cabeça deste jazer próximo aos seus pés). O que se buscava não era uma representação da forma humana quase divina mas sim esta fielmente como é retratada na Bíblia: um jovem camponês.
Diferenças: Enquanto na obra de Da Vinci o homem (no caso Jesus, que na época era enxergado apenas como homem e não como algo divino) é colocado como o centro de tudo; tudo converge a este. Já em Tintoretto Este é deslocado do centro. O enfoque não é mais o homem mas sim as dualidades (céu e inferno, sombra e luz etc.).
2- As obras de Michelangelo e Verrocchio, apesar de representarem o mesmo personagem, possuem diferenças marcantes. Michelangelo representa Davi antes do combate com o gigante Golias e, influenciado pelo movimento renascentista da época, esculpe este com forma física descomunal, a imagem de força do homem, que era o que se buscava retratar na época. Já Verrocchio demonstra um Davi após o combate com Golias (notável pelo fato da cabeça deste jazer próximo aos seus pés). O que se buscava não era uma representação da forma humana quase divina mas sim esta fielmente como é retratada na Bíblia: um jovem camponês.
Barroco, Impressionismo, Pós-impressionismo e Expressionismo (Ivan Pedro)
- "Diante da obra de Monet, vemos que o tema real não é a paisagem, embora a estrutura dos objetos não se altere, são jogos feéricos de reflexos coloridos produzidos pela luminosidade nas várias horas do dia. São registros de momentos fugidios, momentos impressionistas, momentos instáveis, através da observação e transcrição dos efeitos de cor que o fenômeno natural produz de cada vez, sem generalizar e, por outro, sem introduzir maiores ênfases subjetivas, emocionais."
- "1)- Aversão pela arte acadêmica dos salões oficiais; 2) total desinteresse pelo objetivo - preferência pela paisagem e pela natureza-morta; 3) recusa dos hábitos de ateliê de dispor e iluminar os modelos, de começar desenhando o contorno para depois ao chiaroscuro e à cor. As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. 5) o trabalho plein-air, o estudo das sombras coloridas e das relações entre cores complementares. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para ser óptica."
- "A visão tradicional de corpos tangíveis havia desaparecido com o impressionismo e, com ela, o universo inteiro parecia ter se tornado intangível. Esta perda do sentido da materialidade e solidez pesou bem mais no sentimento de vida das pessoas, e, sobretudo no seu próprio senso de identidade, do que qualquer enriquecimento da sensibilidade a ser reconhecido no novo estilo. A temática do Impressionismo é na verdade, um fenômeno cotidiano: é simplesmente a luz de todos os dias. Esta temática, que poderia ser banal ou ter recebido tratamento banal, mas adquire na visão dos artistas uma dimensão maior, de tons e sobretons quase mágicos, ampliando as fronteiras de nossa percepção para o real do poético no viver - um real mais profundo do que meramente documental."
- "Não há traço que seja retórico, no sentido de ser meramente repetitivo ou decorativo e, portanto supérfluo. Tudo se torna necessário e inteiramente expressivo. A opção de Cézanne incidiu sempre, sobre a análise estrutural da natureza, por meio de uma pintura que apelava preferencialmente à mente e à consciência, e não à visão. O conhecimento da realidade em Cézanne não é contemplação, mas pesquisa metódica, em que as sensações visuais são filtradas pela consciência."
- "Na posição e na escala que tem, estendendo-se da terra até os céus, a árvore é um obstáculo visual, somos obrigados a vencer antes de prosseguir em nosso caminho. Compreendemos então que se trata de uma introdução altamente dramática, significativa para o conteúdo expressivo de conflitos e tensões que marcaram a obra de Van Gogh."
Dadaísmo e Renascimento (Ivan Pedro)
- "A presença da sombra na obra de Marcel Duchamp é marcada pela ausência: uma situação insólita, na qual uma sombra projetada existe sem seu parceiro inseparável, o elemento real gerador da projeção. Sabemos que é A Roda de Bicicleta de Duchamp exatamente porque ela não está presente, apenas sua sombra a revela. O confronto é direto, a sensação de que algo está faltando, de um vazio, traz o estranhamento. Este estranhamento também ocorreu quando Duchamp a levou em exposição."
- "Com conceitos e métodos de Galileu estabeleceram-se as linhas mestras para as futuras experimentações da ciência. Seria um dogma racionalista em vez de religioso, ao substituir a predestinação divina pelo escrito determinismo causal, e ao transformar a cosmovisão da Idade Média, de um universo sagrado e insondável, em um universo mecanista, ou até mesmo maquinista. Constituiria, doravante, a nova lente a enfocar a realidade e não uma realidade."
- "O artista do Renascimento não vê mais o homem como um simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada, a prática corrente era iniciar-se uma obra depois de estudos preparatórios, não só estudo de detalhes, mas também estudos de proporções. Na arte renascentista, a estatura do homem assinala o parâmetro das possíveis comparações e avaliações na imagem. E é também no homem que espaço e o tempo têm sua medida, pois é a partir de sua presença física que começam a fluir. Foi a essência da visão do Renascimento, visão racionalista e materialista, tendo o ser humano como ulterior referencial de tudo que se passa: o homem, centro do mundo, rei do universo."
- "Ele percebe que a exata comunicação entre a natureza e arte reside, assim chamado, no objeto lei: o olhar... é a janela do corpo humano, por onde a alma especula e absorve a beleza do mundo e toda teoria deve conduzir à visão e toda visão à arte."
- "O dadaísmo - foi um movimento lançado em 1916, com objetivo de protestar conta a I Guerra Mundial e que artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, exilaram-se em Zurique, na Suiça. O nome Dadá foi casual, escolhido abrindo-se um dicionário ao caso. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e do bom gosto ocidental. Fizeram vários espetáculos de improviso, os primeiros happenings (acontecimento), criaram montagens de fotografias, colagens por combinações aparentemente feitas ao acaso, introduziram em seus quadros pedaços ou restos de objetos e materiais, pedacinhos de cartas rasgadas, cacos e detritos, sacos de aniagem, pregos, trapos, que pareciam ter sido retirado do lixo."
quinta-feira, 23 de maio de 2013
A magnificência da natureza (Ivan)
Nem a mais perfeita máquina, nem o mais perfeito engenheiro seria capaz de reproduzir a magnificência das formas naturais. Por mais avançado e cobiçoso que seja o homem ainda não conseguiu reproduzir a obra mais prefeita do mundo: a natureza
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