- "Diante da obra de Monet, vemos que o tema real não é a paisagem, embora a estrutura dos objetos não se altere, são jogos feéricos de reflexos coloridos produzidos pela luminosidade nas várias horas do dia. São registros de momentos fugidios, momentos impressionistas, momentos instáveis, através da observação e transcrição dos efeitos de cor que o fenômeno natural produz de cada vez, sem generalizar e, por outro, sem introduzir maiores ênfases subjetivas, emocionais."
- "1)- Aversão pela arte acadêmica dos salões oficiais; 2) total desinteresse pelo objetivo - preferência pela paisagem e pela natureza-morta; 3) recusa dos hábitos de ateliê de dispor e iluminar os modelos, de começar desenhando o contorno para depois ao chiaroscuro e à cor. As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. 5) o trabalho plein-air, o estudo das sombras coloridas e das relações entre cores complementares. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para ser óptica."
- "A visão tradicional de corpos tangíveis havia desaparecido com o impressionismo e, com ela, o universo inteiro parecia ter se tornado intangível. Esta perda do sentido da materialidade e solidez pesou bem mais no sentimento de vida das pessoas, e, sobretudo no seu próprio senso de identidade, do que qualquer enriquecimento da sensibilidade a ser reconhecido no novo estilo. A temática do Impressionismo é na verdade, um fenômeno cotidiano: é simplesmente a luz de todos os dias. Esta temática, que poderia ser banal ou ter recebido tratamento banal, mas adquire na visão dos artistas uma dimensão maior, de tons e sobretons quase mágicos, ampliando as fronteiras de nossa percepção para o real do poético no viver - um real mais profundo do que meramente documental."
- "Não há traço que seja retórico, no sentido de ser meramente repetitivo ou decorativo e, portanto supérfluo. Tudo se torna necessário e inteiramente expressivo. A opção de Cézanne incidiu sempre, sobre a análise estrutural da natureza, por meio de uma pintura que apelava preferencialmente à mente e à consciência, e não à visão. O conhecimento da realidade em Cézanne não é contemplação, mas pesquisa metódica, em que as sensações visuais são filtradas pela consciência."
- "Na posição e na escala que tem, estendendo-se da terra até os céus, a árvore é um obstáculo visual, somos obrigados a vencer antes de prosseguir em nosso caminho. Compreendemos então que se trata de uma introdução altamente dramática, significativa para o conteúdo expressivo de conflitos e tensões que marcaram a obra de Van Gogh."
domingo, 16 de junho de 2013
Barroco, Impressionismo, Pós-impressionismo e Expressionismo (Ivan Pedro)
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