quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Barroco brasileiro (Ekma)

" O Barroco brasileiro é claramente associado à religião católica"

"Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas co trabalhos em relevo feitos de madeira-as talhas- recobertas por finas camadas de ouro, com janelas , cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura."

" Já nas regiões que não existia nem açúcar nem ouro, a arquitetura teve outra feição. Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos de que os que viviam em regiões mais ricas da época."

"De Salvador saíam todas as riquezas da colônia de Portugal e para lá se dirigiam os comerciantes portugueses que traziam consigo os hábitos da metrópole e, com eles, os artistas e os produtos portugueses." 

" A fachada da igreja da Ordem Terceira de São Francisco construída no século XVIII, é especialmente importante para o estudo do barroco no Brasil. Segundo alguns pesquisadores, foi projetada por Gabriel Ribeiro, mostra um trabalho primoroso de escultura decorando a arquitetura."

A fotografia chega ao Brasil

" Como o daguerreótipo consistia numa pela única e o processo para sua obtenção era caro, a burguesia viu  nele a possibilidade de perpetuar sua imagem, como os nobres faziam ao contratar os pintores para fazer seus retratos."

" A fotografia brasileira desenvolveu-se muito na passagem do século e esteve presente em exposições internacionais, tal como a Exposição de St. Louis, nos Estados Unidos, em 1904. Dessa mostra participou, entre outros, o fotografo brasileiro Valério Lima (1862-1941), que apresentou a interessante fotomontagem " Os trinta Valérios", em que aparecem trinta figuras numa sala, todas com o rosto do próprio fotógrafo."


" Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" (Sebastião salgado)

" O olhar da menina , no momento em que está estudando, denuncia uma das grandes contradições do presente: numa época de superabundância de informações e de intensa globalização alguns sujeitos são obrigados a conviverem com escassez informacional."

" Sabastião Salgado propõe, principalmente, a repensar a forma como o ser humano coexiste e sobrevive em um mundo capitalista, individualista e globalizado. São fotografias que exploram situações cotidianas e as "falas do corpo" dos personagens selecionados, evidenciando os efeitos das diversas modalidades de relações de poder."   

Arte: os mundos da cultura no mundo da escola (resumo)

Por que distrai, diverte e relaxa o mergulhar nos problemas e na vida dos outros, o identificar-se com uma pintura ou música, identificar-se com tipos de um romance, de uma peça ou filme? Por que esse desejo de completar nossa vida incompleta através de outras figuras e de outras formas? 
É claro que o homem quer ser mais do que ele mesmo. Quer ser um homem toral. Não lhe basta ser um indivíduo separado; além da parcialidade da sua vida individual, anseia uma "plenitude".
Desde a época das cavernas, o ser humano vem manipulando cores, formas, gestos, espaços, sons, silêncio, superfícies, movimentos, luzes, etc., com a intenção de dar sentido a algo, de comunicar-se com os outros.
Não é raro que alguém, frente a uma tela ou numa sala de concerto, teatro ou cinema, diga: "Isto é pintura?" ; "Essa confusão de borrões até eu faço!" ; " Isto é música? Uma barulheira infernal" ; " Ópera? Me dá sono!" ; "Não entendi nada!"
Para nos apropriarmos de uma linguagem, entendermos, interpretarmos e darmos sentido a ela , é preciso que aprendamos a operar com seus códigos. Do mesmo modo que existe na escola um espaço destinado à alfabetização na linguagem das palavras e dos textos orais e escritos, é preciso haver cuidado com a alfabetização na linguagens da arte. 


domingo, 16 de junho de 2013

A Fotografia chega no Brasil (Ivan Pedro)


  • "Como o daguerreótipo consistia numa peça única e o processo para sua obtenção era caro, a burguesia viu nele a possibilidade de perpetuar sua imagem, como os nobres faziam ao contratar os pintores para fazer seus retratos. Mas nas décadas de 1850 e 1860, com o aprimoramento dos recursos técnicos, houve um barateamento dos custos de um retrato, o que tornou acessível a um grande número de pessoas e apressou a divulgação entre nós."
  • "Militão Augusto de Azevedo tem como obra importante o Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, em que mostra mais de uma foto dos mesmos locais, tiradas dos mesmos ângulos, mas em ocasiões diferentes, apresentando assim as transformações urbanas que a cidade sofreu entre os anos de 1862 e 1887."
  • "O olhar da menina, no momento em que está estudando, denuncia uma das grandes contradições do presente: numa época de superabundância de informações e de intensa globalização alguns sujeitos são obrigados a conviverem com escassez informacional."
  • "Sebastião Salgado propõe-se, principalmente, a repensar a forma como o ser humano coexiste e sobrevive em um mundo capitalista, individualista e globalizado. São fotografias que exploram situações cotidianas e as "falas do corpo" dos personagens selecionados, evidenciando os efeitos das diversas modalidades de relações de poder. Ao fotografar, sobretudo, os sujeitos que sofrem efeitos da dominação de outros, ele se preocupa em denunciar, por oposição ou contraste, os que monopolizam e egoisticamente acumulam bens materiais e imateriais."
  • "A escolha do material que desencadeia o processo de duplicidade representacional, não é casual. Remete a um ciclo da expansão econômica colonial no qual o grande latifundiário recorria ao trabalho escravo sem qualquer preocupação com a socialização da renda e das condições sociais. O açúcar alude, ainda, à docilidade infância negra, contrastada com o amargor da situação social que foram historicamente submetidas."

O Barroco Brasileiro (Ivan Pedro)


  • "Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portadas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. [...] Já as regiões que não existia nem açúcar nem ouro, a arquitetura teve outra feição. Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos de que os que viviam em regiões mais ricas da época."
  • "De Salvador saíam todas as riquezas da colônia de Portugal e para lá se dirigiam os comerciantes portugueses que traziam consigo os hábitos da metrópole e, com eles, os artistas e os produtos portugueses."
  • "A igreja é especialmente preciosa pela sua exuberante decoração interna. Todas as superfícies do interior - paredes, colunas, teto, capelas - são revestidas de intricados entalhes e douraduras, com florões, frisos, arcos, volutas e inúmeras figuras de anjos e pássaros espalhadas em vários pontos, além de painéis em azulejos portugueses com cenas e inscrições diversas."
  • "O convento foi construído em torno de um claustro quadrado, tem um sub-solo e dois pavimentos sobre o nível da rua. Sua decoração mostra ricos painéis de azulejo da primeira metade do século XVIII, [...]."
  • "As figuras dos santos, anjos, atlantes e motivos florais esculpidos em pedra, juntamente com os balcões que revelam certa influência do barroco espanhol, fazem desta obra a única do gênero no Brasil. Esta fachada esteve coberta de argamassa por longo tempo e somente no início do século XX, durante serviços na rede elétrica, foi redescoberta a sua decoração subjacente."

Exercícios do olhar (Ivan Pedro)

1- Semelhanças: Tanto na obra de Tintoretto quanto na de Da Vinci há um destacamento da imagem de Jesus. Na obra de Tintoretto Este é representado com uma auréola em torno da cabeça, o que O diferencia das demais pessoas presentes na obra. Já na obra de Da Vinci Este é destacado a partir da centralidade Dele na foto e o modo como as linhas de perspectiva se unem Neste.
Diferenças: Enquanto na obra de Da Vinci o homem (no caso Jesus, que na época era enxergado apenas como homem e não como algo divino) é colocado como o centro de tudo; tudo converge a este. Já em Tintoretto Este é deslocado do centro. O enfoque não é mais o homem mas sim as dualidades (céu e inferno, sombra e luz etc.).

2- As obras de Michelangelo e Verrocchio, apesar de representarem o mesmo personagem, possuem diferenças marcantes. Michelangelo representa Davi antes do combate com o gigante Golias e, influenciado pelo movimento renascentista da época, esculpe este com forma física descomunal, a imagem de força do homem, que era o que se buscava retratar na época. Já Verrocchio demonstra um Davi após o combate com Golias (notável pelo fato da cabeça deste jazer próximo aos seus pés). O que se buscava não era uma representação da forma humana quase divina mas sim esta fielmente como é retratada na Bíblia: um jovem camponês.

Barroco, Impressionismo, Pós-impressionismo e Expressionismo (Ivan Pedro)


  • "Diante da obra de Monet, vemos que o tema real não é a paisagem, embora a estrutura dos objetos não se altere, são jogos feéricos de reflexos coloridos produzidos pela luminosidade nas várias horas do dia. São registros de momentos fugidios, momentos impressionistas, momentos instáveis, através da observação e transcrição dos efeitos de cor que o fenômeno natural produz de cada vez, sem generalizar e, por outro, sem introduzir maiores ênfases subjetivas, emocionais."
  • "1)- Aversão pela arte acadêmica dos salões oficiais; 2) total desinteresse pelo objetivo - preferência pela paisagem e pela natureza-morta; 3) recusa dos hábitos de ateliê de dispor e iluminar os modelos, de começar desenhando o contorno para depois ao chiaroscuro e à cor. As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. 5) o trabalho plein-air, o estudo das sombras coloridas e das relações entre cores complementares. As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para ser óptica."
  • "A visão tradicional de corpos tangíveis havia desaparecido com o impressionismo e, com ela, o universo inteiro parecia ter se tornado intangível. Esta perda do sentido da materialidade e solidez pesou bem mais no sentimento de vida das pessoas, e, sobretudo no seu próprio senso de identidade, do que qualquer enriquecimento da sensibilidade a ser reconhecido no novo estilo. A temática do Impressionismo é na verdade, um fenômeno cotidiano: é simplesmente a luz de todos os dias. Esta temática, que poderia ser banal ou ter recebido tratamento banal, mas adquire na visão dos artistas uma dimensão maior, de tons e sobretons quase mágicos, ampliando as fronteiras de nossa percepção para o real do poético no viver - um real mais profundo do que meramente documental."
  • "Não há traço que seja retórico, no sentido de ser meramente repetitivo ou decorativo e, portanto supérfluo. Tudo se torna necessário e inteiramente expressivo. A opção de Cézanne incidiu sempre, sobre a análise estrutural da natureza, por meio de uma pintura que apelava preferencialmente à mente e à consciência, e não à visão. O conhecimento da realidade em Cézanne não é contemplação, mas pesquisa metódica, em que as sensações visuais são filtradas pela consciência."
  • "Na posição e na escala que tem, estendendo-se da terra até os céus, a árvore é um obstáculo visual, somos obrigados a vencer antes de prosseguir em nosso caminho. Compreendemos então que se trata de uma introdução altamente dramática, significativa para o conteúdo expressivo de conflitos e tensões que marcaram a obra de Van Gogh."

Dadaísmo e Renascimento (Ivan Pedro)


  • "A presença da sombra na obra de Marcel Duchamp é marcada pela ausência: uma situação insólita, na qual uma sombra projetada existe sem seu parceiro inseparável, o elemento real gerador da projeção. Sabemos que é A Roda de Bicicleta de Duchamp exatamente porque ela não está presente, apenas sua sombra a revela. O confronto é direto, a sensação de que algo está faltando, de um vazio, traz o estranhamento. Este estranhamento também ocorreu quando Duchamp a levou em exposição."
  • "Com conceitos e métodos de Galileu estabeleceram-se as linhas mestras para as futuras experimentações da ciência. Seria um dogma racionalista em vez de religioso, ao substituir a predestinação divina pelo escrito determinismo causal, e ao transformar a cosmovisão da Idade Média, de um universo sagrado e insondável, em um universo mecanista, ou até mesmo maquinista. Constituiria, doravante, a nova lente a enfocar a realidade e não uma realidade."
  • "O artista do Renascimento não vê mais o homem como um simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada, a prática corrente era iniciar-se uma obra depois de estudos preparatórios, não só estudo de detalhes, mas também estudos de proporções. Na arte renascentista, a estatura do homem assinala o parâmetro das possíveis comparações e avaliações na imagem. E é também no homem que espaço e o tempo têm sua medida, pois é a partir de sua presença física que começam a fluir. Foi a essência da visão do Renascimento, visão racionalista e materialista, tendo o ser humano como ulterior referencial de tudo que se passa: o homem, centro do mundo, rei do universo."
  • "Ele percebe que a exata comunicação entre a natureza e arte reside, assim chamado, no objeto lei: o olhar... é a janela do corpo humano, por onde a alma especula e absorve a beleza do mundo e toda teoria deve conduzir à visão e toda visão à arte."
  • "O dadaísmo - foi um movimento lançado em 1916, com objetivo de protestar conta a I Guerra Mundial e que artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, exilaram-se em Zurique, na Suiça. O nome Dadá foi casual, escolhido abrindo-se um dicionário ao caso. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e do bom gosto ocidental. Fizeram vários espetáculos de improviso, os primeiros happenings (acontecimento), criaram montagens de fotografias, colagens por combinações aparentemente feitas ao acaso, introduziram em seus quadros pedaços ou restos de objetos e materiais, pedacinhos de cartas rasgadas, cacos e detritos, sacos de aniagem, pregos, trapos, que pareciam ter sido retirado do lixo."

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dadaísmo e Renascimento (Laura)


QUEM TEM MEDO DE ARTE CONTEMPORÂNEA?
- "A arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal, pedra, mas também ar, lu, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas."
- "È a partir desse contexto, rico em contradições, que se desenvolve a arte do nosso tempo. Assim, os movimentos do modernismo e as tendências artísticas, tais como o Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, a Pintura Metafísica, a Op-art, a Pop-art, a Arte Conceitual, o Minimalismo expressaram, de um modo ou de outro, a perplexidade do homem contemporâneo. Podemos dizer, assim, que a atividade artística constitui em um jogo de formas, modalidades e funções que evoluem conforme épocas e contextos sociais."
  - "A cena contemporânea - que se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais, etc.) - expode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares."
- "A obra contemporânea se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada. A cidade permitiu e generalizou a eperiência da proximidade: ela é o símbolo tangível e o quadro histórico do estado da sociedade."
- "A Pop-art surgiu e foi reconhecida como movimento nos EUA bem no começo da década de 60. Em 1962, era possível identificar uma sensibilidade comum entre vários artistas, principalmente Roy Lichstenstein (1923), Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman (1931) e James Rosenquist (1923), todos cujas obras utilizavam temas etraídos da banalidade dos Estados Unidos urbanos, uma atitude contrária ao hermetismo da arte moderna."
- "Em relação ao cenário brasileiro, as Bienais Internacionais de São Paulo ajudam a mapear as diversas soluções e propostas disponíveis nos últimos anos. Na década de 1980, a exposição 'Como Vai Você, Geração 80?', no Parque Laje, Rio de Janeiro, e a participação dos artistas do Ateliê da Lapa e Casa na Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, evidenciam as pesquisas visuais."
[...]

 - RENASCIMENTO:

O renascimento ocorreu mais forte na Europa Ocidental, entre os séculos XIV e XVI, onde se filtrou, formando uma cultura humanista e antroprocêntrica, atingindo as zonas urbanas em que o principal objetivo dos escritores era voltar a abraçar o ideal greco-romano. O renascimento sustentava  a volta a arte greco-romada. Uma de suas grandes características heliocêntrica. A teoria heliocêntrica, de acordo com GaIilei Galilei, pressupôs que, o Sol que é o verdadeiro centro do universo.
"Além de sustentar a teoria heliocêntrica formulada pelo astrônomo polonês, Nicolau Copérnico (1473-1543) - de que os planetas, e também a Terra, giravam em torno do Sol - Galileu também sustentou que o conhecimento da realidade deveria asear-se na rigorosa observação dos fenômenos físicos da natureza."
"A vida urbana passou a implicar um novo comportamentoentre as pessoas."O divino passa a ocupar pouco a pouco papel secundário em temas e telas e principalmente em conceito. Todos os elementos comportamentais ou físicos relacionados ao ser humano passaram a ser o tema mais importante durante este período.

• Monalisa: Mais célebre obra de Leonardo da Vinci (1452 - 1519). O artísta tomava como alicerce de sua arte a perfeição, harmonia e equilibrio, além de pespectiva e representações do espaço. O quadro trata-se do retrato de uma mulher enigmática e viva, grande trabalho de claro-escuro com as tonalidades de fundo e primeiro plano desenvolvendo uma nova técnica: o "sfumato", criando uma pintura sem contornos admitindo grande percepção de efeitos de luminosidade.
• Última Ceia:  Também pintada por Da Vinci, retrata, como diz o nome, a última ceita de Jesus Cristo com seus apóstolos antes da crucificação. Trata-se de um afresco de caráter tranquilo em que o ponto de fuga e todos os outros elementos de luminosidade coicidem intimamente com o semblante de Cristo que, por vez, encontra-se no centro da tela, como foco principal.
• A Criação de Adão: fa parte de um conjunto de cenas do antigo Testamento que estão pintadas no teto da Capela e que expressa a genialidade do artista.

- DADAÍSMO:

"O dadaísmo - foi um movimento lançado em 1916, com o objetivo de protestar contra da I Guerra Mundial e que os artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, exilaram-se em Zurique, na Suiça."
"Roda de Bicicleta foi o primeiro ready-made criado por Marcel Duchamp que tomou posse de um ojeto e o resignificou, dando então a este o estatuto de objeto artístico, não para serem julgados se são belos ou feios, mas para faer o espectador refletir sobre o que vê. Ou seja, o objeto passou o plano funcional para o plano simbólico."
"A produção brasileira não ficou imune aos influxos trazidos pelo dadaísmo e por Duchamp, o que se verifica em trabalhos de distintas orientações, como nas fotomontagens de Jorge de Lima (1893 - 1953), em certos projetos de Nelson Leirner (1932), em determinados trabalhos de Hélio Oiticica (1937 - 1980), que não diferenciam, cada qual ao seu modo, as fronteiras entre arte e vida. Procedimentos próximos aos de 'assemblage' podem ser observados em obras de Rubens Gerchman (1942 - 2008), Rochelle Costi (1961) e Leda Catunda (1961)."

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Exercícios Do Olhar (Gabriela Costa)

1 - Na obra de Da Vinci, as figuras causam no observador uma sensação de paz, pois realizam poucos movimentos, apesar de uma ligeira inquietação causada pelo contexto retratado (quando Jesus supostamente afirma que um de seus companheiros o trairá). A mesa é horizontalizada, a luz entra no ambiente pela parte de trás, focalizando no centro da obra, onde Jesus está sentado, aparentando tranquilidade. Já na obra de Tintoretto há uma movimentação intensa e há outras pessoas em cena, além de Jesus e dos apóstolos. É possível notar a presença de um cachorro na parte inferior e de anjos na parte superior. Jesus já não está em foco na imagem, apesar de sua reluzente auréola. Pode-se perceber então que, aqui, o foco é outro: os contrastes entre a cena retratada originalmente e os "intrusos". A iluminação, proveniente de uma espécie de luminária em chamas, busca ressaltar a cena principal da obra. Enquanto Da Vinci foi o artista mais expressivo do Renascimento, Tintoretto vivenciou as mudanças culturais provenientes da Reforma Protestante e da Contrarreforma, adquirindo também alguns aspectos formais que caracterizam o estilo barroco.

2 - Michelangelo, em sua concepção renascentista, retratou Davi em mármore branco, definindo um corpo de formas perfeitas e idealizadas, características da remissão à arte greco-romana. Davi está nu, justamente para ressaltar seu corpo bem definido, e sua expressão facial demonstra concentração, absorção em pensamentos. Apresenta-se como um desafio para quem o contempla; Já Verrocchio retrata Davi em bronze, como um adolescente esguio, ágil e elegante, em sua túnica, espada em punho e a cabeça de Golias aos seus pés. Sua expressão é de vitória e aparente superioridade com relação ao seu inimigo.

Dadaísmo e Renascimento (Gabriela Costa)

Quem tem medo de arte contemporânea?

1. Conceito e contexto histórico
A arte contemporânea, movimento nascido durante as primeiras décadas do século XX (período marcado por profundas conturbações políticas, como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, surgimento do fascismo na Itália e na Alemanha, além do crescimento do uso de tecnologias como a computação e os satélites, que proporcionaram uma maior conexão entre pontos mais remotos do globo), tem como objetivo tornar-se mais próxima às coisas corriqueiras do mundo, à natureza, à vida nas cidades e também à tecnologia. Utiliza não mais apenas tinta, metal e rochas, mas também tudo o que é efêmero e comum: ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e outros materiais.

2. A arte no final da década de 1950
A Pop Art e o Minimalismo surgiram no final dos anos 50, por herança do Dadaísmo, buscando ressaltar o corriqueiro e o acaso. A Pop Art foi reconhecida como movimento nos EUA no começo da década de 60. Seus principais artistas foram Roy Lichestein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman e James Rosenquist, os quais retratavam temas proveniente da banalidade das cidades estadunidenses, estabelecendo uma comunicação direta com o público por meio de signos e símbolos retirados da cultura de massa e do cotidiano (histórias em quadrinhos, publicidade, imagens televisivas e cinematográficas) e, desta forma, unindo arte e vida. O Minimalismo buscava neutralidade, despojamento e simplicidade, manejados com o auxílio de materiais industriais, trabalhando no terreno ambíguo entre pintura e escultura, dando ênfase à concepção do trabalho. Os principais artistas minimalistas foram Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris.

3. Leitura e interpretação - Exercícios do olhar - Regina da Silveira
Regina da Silveira nasceu no Brasil em 1939 e foi uma importante artista multimídia e pioneira da videoarte no país. Estudando a perspectiva do século XVI, de Leonardo da Vinci e Brunelleschi, interessou-se pela percepção e pela ilusão e, a partir daí, constrói suas instalações, com espaços virtuais, criando novos espaços com coordenadas próprias. In Absentia é uma de suas obras mais geniais, porque cria a sensação de ausência e, ao mesmo tempo, de presença de uma outra obra, A Roda de Bicicleta, de Marcel Duchamp. Desta forma, trata-se da ausência da ausência desta obra, o que a princípio soa paradoxal, mas ao se ter contato visual com a obra de Silveira é possível compreender a expressão.

4. Renascimento
O Renascimento foi um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, que estiveram, ainda que discretamente, presentes na Idade Média, porém eram desvalorizados. Houve a revalorização do pensamento e da arte da antiguidade clássica e formação de uma cultura humanista, antropocêntrica: o homem como medida de todas as coisas. Tem como pontos mais importantes os princípios da perspectiva, a racionalidade, a simetria, a proporcionalidade e a tridimensionalidade das figuras, sustentando ideais de perfeição, harmonia e equilíbrio. Suas obras mais conhecidas são a Mona Lisa e A Última Ceia, ambas de Leonardo da Vinci, e A Criação de Adão, de Michelangelo.

5. Dadaísmo
Com um nome casual (Dadá), escolhido ao acaso no dicionário, foi um movimento lançado em 1916, em Zurique, onde artistas e intelectuais se exilaram com o objetivo de protestar contra a I Guerra Mundial. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e do bom gosto ocidental. Desta forma, introduziram sua arte através de montagens de fotografias, colagens aparentemente feitas ao acaso, restos de objetos e materiais, cartas rasgadas, cacos e detritos, entre outras sucatas. O artista que mais se destacou no movimento foi Marcel Duchamp, autor de Roda de Bicicleta, tomando posse de objetos e trazendo novos significados a eles, fazendo o observador refletir sobre o que vê. Desde Leonardo da Vinci, Duchamp foi o artista que mais radicalmente redefiniu o fazer artístico.

domingo, 9 de junho de 2013

exercícios do olhar ( Gideão Silva)

  1.       Analisando-se as obras de arte que tratam sobre o mesmo tema, a última ceia, observa-se que há um reflexo do contexto social, ideológico, político e entre outros fatores  vivenciado pelos os artistas  no processo histórico  da época de cada um. Por isso cada pincelada traçada no quadro revela pensamentos diferenciados. Na arte de Leonardo da Vinci observa a influência do renascimento, ou seja, uma revalorização do pensamento e da arte da antiguidade clássica e ainda uma visão antropocêntrica. Vê-se na ceia de Leonardo Vince a suprema apreciação e valorização  de traçados mais detalhados na representação do homem; a busca do equilíbrio, através da centralidade do Messias, a qual é reforçada pela divisão dos apóstolos, em cada lado contendo, enxerga-se também a utilização da técnica da perspectiva. Já Tintoreto viveu na época do barroco, ou seja, o contexto da dúvida, a marcação do bem o do mal, céu e inferno. Por isso, pode se ver a utilização de tons mais claros e escuros, onde a iluminação predomina na lateralidade e  uma grande dinâmica nos personagens. Também Tintoreto utiliza bastante as diagonais e linhas tortuosas.
  2.               A representação de Davi por Michelangelo e Verrocchino  revela a retratação  da imaginação dos mesmos sobre a estética e sagacidade  do jovem bíblico.  O material utilizado por Michelangelo é uma rocha metamórfica, o mármore, o qual esculpe e produz uma obra com grande enfoque para a masculinidade de Davi, pois, no tempo de Michelangelo prevalecia a ideologia do antropocentrismo, também Michelangelo preferiu retratar Davi antes da luta contra Golias. Já Verrocchino  utilizou-se do  bronze para retratar Davi, uma das principais diferenças entre Michelangelo e Verrocchino   é que o segundo artista preferiu ser fiel a história, ou seja, pinta Davi com um mancebo habilidoso, forte e ágil no manejo da espada. Enquanto, Michelangelo prefere retratar Davi um pouco mais velho com enfoque na graciosidade máscula.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dadaísmo e Renascimento (Alice Dias)

Quem tem medo da Arte Moderna?

1. Conceito e Contexto Histórico
A arte moderna é uma forma de expressão baseada na subjetividade e permite uma conversação entre a obra e o observador, possibilitando uma pluralidade de abordagens (leituras e interpretações). Relata-se que a arte se transforma obedecendo a sua época e seu contexto histórico, com a arte moderna não iria ser diferente. Esta nasceu nas primeiras décadas do século XX em meio a conturbações políticas como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa e o desenvolvimento da área das comunicações com o uso crescente da computação e dos satélites.
2. A arte e seus dois segmentos 
• A Pop Art desenvolveu-se no começo da década de 60, nos EUA. Seus artistas principais foram: Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman e James Rosenquist. Esta é baseada em signos e símbolos retirados do convívio do povo (história em quadrinhos, publicidade, imagens televisivas).
• Minimalismo era marcado pela simplicidade e neutralidade tanto na pintura como na escultura. Seus principais artistas foram: Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris
3. Regina da Silveira 
Brasileira de 1939 baseou-se nas obras e Leonardo da Vinci e Brunallesh para suas criações artísticas e a perspectiva. Em suas obras seu interesse maior é provocar o jogo de percepção criando novos espaços virtuais, modificando o que nossos olhares estão acostumados a observar, distorcendo imagens em perspectiva normal.
4. Renascimento 
Movimento surgido na Europa Ocidental, dentre os períodos aos séculos XIV e XVI e tem como fundamento a valorização do pensamento e dos valores da cultura greco-romana. A racionalidade, as ciências exatas e o materialismo retomam a implicar a sociedade e coloca o homem no centro do mundo uma expressão grandiosa o próprio Deus. Obras importantes deste período foram:
• Monalisa: pintura mais famosa e conhecida no mundo, pintada pelo pensador, artista e pesquisador Leonardo da Vinci (1452-1519), encomendada para ser uma representação de um retrato de uma dama florentina Lisa.
• Última Ceia: também de da Vinci, onde é possível notar uma figura de Cristo num tom tranqüilo, centralizada em meio à situação conflituosa em meio aos discípulos.
• Criação de Adão: pintada por Michelangelo (1508-1512) faz parte da conjuntura do Antigo Testamento no teto da Capela Sistina.
5. Dadaísmo
Movimento artístico nascido em 1916, em Zurique, Suiça, com o objetivo de ir de encontro a I Guerra Mundial. Seu nome é casual, mas seus idealizadores mantinham o improviso como a chave de suas obras, fazendo virar arte: colagens com combinações aparentemente combinadas ao acaso, pregos, trapos, cacos e detritos são introduzidos nos quadros. Além do grande artista Marcel Duchamp, pode-se citar nomes como: Jorge de Lima (1893-1953), Nelson Leirner (1932), Hélio Oiticida (1937-1980)

Barroco, Barraco brasileiro e as Igrejas soteropolitanas, Impressionismo, Pós-Impressionismo e Almoço na Relva (Alice Dias)

1. Barroco (Conceito e Contexto Histórico)
O Barroco é um movimento artístico que se desenvolveu no final do século XVI até meados do século XVII, juntamente com o surgimento da Contra Reforma. Possui como características marcantes a descentralização do sistema da perspectiva, proporcionando lateralidade às obras. O Barroco é acentuado de marcas sombrias e pessimistas e de temas opostos bem/mal, céu/inferno.
Esta arte pronunciou-se num período conturbados em todos os âmbitos da sociedade (político-econômico social e principalmente religioso). Fatos marcantes como o fim das Grandes Navegações, a Reforma Protestante, Contra Reforma. As idéias de Galileu e Descartes rondavam a matemática, a filosofia, a física, a álgebra, geometria analítica e ótica e principalmente a dúvida sobre a sua própria existência
2. Barroco brasileiro e as Igrejas soteropolitanas
No Brasil o barroco brasileiro veio nas caravelas portuguesas, voltada para os ensinamentos religiosos. Duas vertentes foram divididas, uma enriquecida pelo comércio de açúcar e pela mineração e a outra mais modesta trabalhada por artistas menos experientes e famosos.
• Igreja de São Francisco de Assis: conhecida como igreja mais rica do Brasil. É toda decorada, desde as paredes e colunas até o teto, com imagens de anjos e pássaros espalhados por vários pontos. Obras de Frei Jerônimo da Graça, José Joaquim da Rocha e Bartolomeu Antunes de Jesus.
• Ordem Terceira de São Francisco: construída no século XVIII e projetada por Gabriel Ribeiro. Toda decorada por santos, anjos, atlantes esculpidos em pedra. Sua fachada já esteve toda coberta por argamassa e apenas no século XX foi redescoberta
3. Impressionismo

Movimento originado em Paris entre 1860 e 1870 sem qualquer interesse ideológico e político em comum entre os impressionistas, contudo algumas idéias concordavam como: aversão pela arte acadêmica dos salões oficiais junto com a recusa aos hábitos de ateliê e além do total desinteresse pelo objeto. São momentos fugidos, instáveis sem maiores efeitos emocionais
4. Pós Impressionismo
Entre 1880 e 1890 houve um rompimento com as linhas mestras do impressionismo, onde a arte era marcada pelas cores quentes e cores frias. Seus principais artistas foram Van Gogh e Cezánne.
5. Almoço na Relva
Pintada por Édoward Manet foi um verdadeiro escândalo na época, a crítica circulava sobre a imagem de uma mulher nua acompanhada de dois senhores vestidos. As cores lisas variam de acordo com a luz que vai sendo absorvida. A paisagem tem uma estrutura perspectiva que sobrepõe compondo zonas mais densas ou mais ralas de penumbra verde-azulada.

Exercícios do Olhar (Alice Dias)

1.
• Os períodos vividos são diferentes, O renascimento vivido no século XIV e XVI é marcado pelo antropocentrismo, o reaparecimento dos valores da cultura Greco-romana, da revalorização do pensamento. Inicia o período conhecido como século das luzes. No caso do período de Tintoretto é marcado pelo momento de turbulência devido ao movimento católico de Contra Reforma, onde o mundo passava por conturbações político-econômicas, social e principalmente religiosas
• Os valores modificaram enquanto o homem no período renascentista está no centro das atenções junto com sua anatomia e pensamentos, no período do barroco o homem sai do centro, a imagem ganha maior profundidade e lateralidade
• As duas obras tratam-se do mesmo momento: A Última Ceia, com visões diferenciadas. Um Jesus descentralizado pelo Tintoretto, trazendo para a lateral com tons mais frios e sombrios, além de uma divisão entre o céu e o inferno. No caso de da Vinci, Cristo é encontrado na frente do quadro, no eixo central, com um gesto de resignação tranqüila e todos os seus discípulos em torno de uma mesa branca dando um ar mais harmonioso a obra.
2. As duas obras apresentam a escultura de Davi em épocas diferentes da humanidade. A segunda arte é menos enriquecida de detalhes corporais de Davi e é extremamente valorizado o seu dom guerreiro, graças ao momento da obra, período medieval. A primeira escultura é bem mais enriquecida de conhecimentos científicos graças à riqueza de detalhes na anatomia, a obra ganha mais curvas, remetendo ao período vivendo por Michelangelo, o Renascimento com o desenvolvimento da ciência e a valorização do homem