sábado, 22 de junho de 2013

Tássia Bastos

EXERCÍCIO DO OLHAR
1.
Pesquise na internet o quadro a Última Ceia de Tintoretto e da Vinci e observe: Os artistas viveram na mesma época? Os valores eram os mesmos? Cite algumas diferenças e semelhanças entre as duas obras.
Tintoretto e da Vinci não são da mesma época. Leonardo da Vinci viveu entre 1452 e 1519, e suas obras são, assim, do período Renascentista. Tintoretto, por sua vez, viveu entre 1518 e 1594, e suas obras são do período precursor do Barroco, denominado de Maneirismo. Apesar de abordar o mesmo tema, as obras apresentam características bem distintas. Quanto aos valores, na obra de Leonardo é possível observar que há o predomínio da razão e do equilíbrio sobre a emoção e os sentimentos. O inverso acontece quantos aos valores de Tintoretto.
A disposição das formas na obra renascentista ocorre de maneira equilibrada, com Cristo no centro e seis apóstolos de cada lado. Na obra de Tintoretto, por sua vez, apesar de Cristo também estar centralizado, os apóstolos e demais figurantes são distribuídos de forma dispersa.  A iluminação também ocorre de forma diferente. Na Última Ceia de da Vinci, a luz se espalha por igual em toda a tela, uma caracterísitca das obras renascentistas. Na Última Ceia de Tintoretto há o predomínio da escuridão e a luz é distribuída de forma distinta na tela, havendo assim contrastes e sombras.
Além do uso de equilíbrio na utilização de cores quentes e frias, da Vinci também deixa claro as linhas e delimitações de suas representações. Tintoretto, em compensação, “bagunça” a cena, não definindo linhas e delimitações de suas figuras.
2- Faça a sua leitura e interpretação/compreensão das duas obras, primeiro observe nas ilustrações: As formas são iguais? Quais as semelhanças e diferenças? E os materiais são os mesmos?
Verrocchio retratou um Davi ágil, elegante e baixo. Comparando com o de Michelangelo, o Davi de Verrocchio é o mais fiel as Escrituras. Michelangelo, por sua vez, esculpiu um Davi mais viril e adulto, um herói e não um adolescente, como fez Verrocchio. O momento das obras também são distintos: enquanto o Davi de Michelangelo está nu e ainda se prepara para a batalha, o Davi menino de Verrochio já venceu a batalha contra Golias. Os materiais são distintos. Verrocchio utilizou bronze e Michelangelo mármore.

DADAÍSMO E RENASCIMENTO
QUEM TEM MEDO DE ARTE CONTEMPORÂNEA?
  • A arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal, pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas.
  • A partir do contexto do séc. XX, rico em contradições, que se desenvolve a arte contemporânea. Os movimentos do modernismo e as tendências artísticas, tais como o Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, a Pintura Metafísica, a Op-Art, a Pop-Art, a Arte Conceitual, o Minimalismo expressaram, de um modo ou de outro, a perplexidade do homem contemporâneo.
  • A obra contemporânea se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada. A cidade permitiu e generalizou a experiência da proximidade: ela é o símbolo tangível e o quadro histórico do estado da sociedade.
LEITURA E INTERPRETAÇÃO – EXERCÍCIOS DO OLHAR
  • O confronto é direto, a sensação de que algo está faltando, de um vazio, traz o estranhamento.
RENASCIMENTO
  • Além de sustentar a teoria heliocêntrica formulada pelo astrônomo polonês, Nicolau Copérnico (1473-1543) - de que os planetas, e também a Terra, giravam em torno do Sol - Galileu também sustentou que o conhecimento da realidade deveria basear-se na rigorosa observação dos fenômenos físicos da natureza.
DADAÍSMO
  • O dadaísmo – foi um movimento lançado em 1916, como objetivo de protestar contra a I Guerra Mundial e que artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, exilaram-se em Zurique, na Suíça. O nome Dadá foi escolhido de forma casual, abrindo-se o dicionário ao acaso. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e do bom gosto ocidental. 
BARROCO, IMPRESSIONISMO, PÓS-IMPRESSIONISMO E EXPRESSIONISMO
BARROCO
  • O Renascimento foi uma época eufórica, otimista, uma das poucas da história da arte, ao passo que o Barroco ao iniciar-se já se torna mais sombrio, pessimista, acentuando os conflitos e a insegurança da      condição humana e preferências por temas opostos: espírito e matéria, perdão e pecado, bem e mal, céu e inferno.
IMPRESSIONISMO
  • Diante da obra de Monet, vemos que o tema real não é a paisagem, embora a estrutura dos objetos não se altere, são jogos feéricos de reflexos coloridos produzidos pela luminosidade nas várias horas do dia. 
  • O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX
  • A visão tradicional de corpos tangíveis, havia desaparecido com o impressionismo e, com ela, o universo inteiro ter se tornado intangível.
PÓS-IMPRESSIONISMO

  • Longe de indicar um grupo coeso e articulado, o termo se dirige ao trabalho de pintores que, entre 1880 e 1890, exploram as possibilidades abertas pelo impressionismo, em direções muito variadas, e sugerem convergências estilísticas entre eles, Cézanne, Van Gogh, e Gauguin ou, pelo menos, uma tenativa comum dos pintores de alargar o programa impressionista.
O BARROCO BRASILEIRO
  • Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira.  
  • Já as regiões que não existia nem açúcar nem ouro, a arquitetura teve outra feição. Em tais regiões as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos famosos e experientes de que os que viviam nas regiões mais ricas da época.
  • De Salvador saíam todas as riquezas da colônia de Portugal e para lá se dirigiam os comerciantes portugueses que traziam consigo os hábitos da metrópole e, com eles, os artistas e os produtos portugueses.
  • A fachada da igreja da Ordem Terceira de São Francisco construída no século XVIII, é especialmente importante para o estudo do barroco no Brasil. Segundo alguns pesquisadores, foi projetada por Gabriel Ribeiro, mostra um trabalho primoroso de escultura decorando a arquitetura.
  • As figuras dos santos, anjos, atlantes e motivos florais esculpidos em pedra, juntamente com os balcões que revelam certa influência do barroco espanhol, fazem desta obra a única do gênero no Brasil. Esta fachada esteve coberta de argamassa por longo tempo e somente no início do século XX, durante serviços na rede elétrica, foi redescoberta a sua decoração subjacente.
A FOTOGRAFIA CHEGA AO BRASIL
  • Como o daguerreótipo consistia numa peça única e o processo para sua obtenção era caro, a burguesia viu nele a possibilidade de perpetuar sua imagem, como os nobres faziam ao contratar os pintores para fazer seus retratos. Mas nas décadas de 1850 e 1860, com o aprimoramento dos recursos técnicos, houve um barateamento dos custos de um retrato, o que tornou acessível a um grande número de pessoas e apressou a divulgação entre nós.
  • Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair. (Sebastião Salgado)
  • Sebastião Salgado propõe, principalmente, a repensar a forma como o ser humano coexiste e sobrevive em um mundo capitalista, individualista e globalizado. 
  • Ao fotografar, sobretudo, os sujeitos que sofrem efeitos da dominação de outros, ele (Sebastião Salgado) se preocupa em denunciar, por oposição ou contraste, os que monopolizam e egoisticamente acumulam bens materiais e imateriais.
  • A escolha do material que desencadeia o processo de duplicidade representacional, não é casual. 
ARTE OS MUNDOS DA CULTURA E DA ESCOLA
COMENTÁRIO:
Para que a arte se torne entendível a massa populacional, é necessário que a arte e sua linguagem seja difundida em maior escala, principalmente nas escolas. Uma educação voltada não apenas pra matemática e pro português, mas também para as manifestações artísticas forma uma sociedade crítica, que compreende as linguagens, as formas sensíveis e os elementos distintos das diversas culturas, representada em obras distintas e diversas.

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